quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Águias & Leões - Parte 1

O Vôo das Águias
(Empreendedores)


Empreender é o ato de converter idéias em negócio, ou num sentindo mais amplo e consentâneo para o mundo business é o ato de converter idéias em negócios lucrativos, sendo preciso para tal detectar oportunidades e recursos disponíveis para que a idéia se torne em um empreendimento propriamente dito.

Segundo PEABODY (2005, pág 39), “os empreendedores podem ser reconhecidos em salas de aula como os alunos nota B, são aqueles que estudam e passam, adquirem conhecimentos de base mais não se tornam fenomenais em nenhuma área gestora específica”.

Bo Peabody um dos grandes empreendedores da atualidade compartilha em uma de suas obras (Sorte ou Talento?, 2005): “minha mãe sempre dizia: Bo você pode ir para Harvard ou fazer faculdade por aqui mesmo, não importa, você sempre tirará B”. Peabody apenas olhou para trás e percebeu que a afirmação de sua mãe não era funesta ela estava correta o mesmo entrou para a Universidade e adorava a idéia de ser um aluno nota “B”.

Bo Peabody, nos dias atuais, é proprietário de seis grandes companhias no ramo da Internet nos Estados Unidos, tendo conseguido que todas se tornassem empreendimentos multimilionários na era da crise econômica norte americana, apresentando como formula ser conhecedor de um pouco de tudo e muito de nada.

Reconhecer a figura de um empreendedor é o mesmo que observar uma águia em vôo livre, pois ela observa atentamente de cima presas e estuda a paisagem observando: as árvores, gramíneos, rochas e tudo que possa vir atrapalhar ou favorecê-la no momento da ação. De uma visão e posição privilegiada a águia observa que existem presas fáceis e difíceis (riscos variáveis, mas calculados), em sua maioria sempre arriscam a fisgada e o momento de glória só depende da eficácia desses estudos.

Observando o parágrafo acima se percebe que a ilustração narra exatamente a figura de um empreendedor, pois do mesmo modo que as águias não precisam conhecer a composição dos gramíneos, o nome das árvores ou até mesmo de que material é composto o solo o empreendedor não precisa ser profundo (especialista), conhecedor de finanças, marketing, logística, recursos humanos, porém necessita de conhecimentos contundentes e sucinto das mesmas, caso o contrário seria praticamente impossível estruturar inicialmente uma visão estratégica no mínimo consistente.

Em décadas passadas era pregado (e em nosso tempo também), que empreendedores necessitam ser semi-deuses da administração, pois se fazia necessário conhecer tudo em profundo quando a sua função era simplesmente saber: Onde? Quando? Por que? Quanto? Como? E Quanto custa? fazer algo. O que cabe ao empreendedor é estar cercados dos alunos nota A que serão apresentados no próximo artigo na figura de gerentes estes sim são facilmente reconhecidos e profundos conhecedores de áreas especificas.

Uma das características marcantes em um empreendedor é o potencial que o mesmo tem para negociação. Normalmente grandes empreendedores são bons oradores e têm grande carisma e simpatia, muito políticos de uma maneira muito perspicaz.

Como foi descrito no primeiro parágrafo empreender é converter idéias em negócios sejam eles de grande ou pequeno porte. Para empreender é necessário ousadia e iniciativa, conhecimentos ao menos mínimos e na maioria dos casos um bom capital, Andy Freire em sua obra (2005, pág. 9), divide empreendedores em três grupos a seguir:


v Os lutadores. São aqueles que vêem no processo de empreender a única forma de subsistir, não aceitando fazer parte de projetos alheios e não se empenhando para vencer metas de terceiros. Como um exemplo bem prático podemos utilizar a figura de um taxista, pois não aceitando trabalhar para outros utiliza um capital para comprar um carro e transformá-lo numa fonte de renda e trabalho.

v Os caçadores de Onda. Como diz um antigo dito “lá vai ele para onde o vento sopra”, esses são os caçadores de onda se o que está gerando renda hoje é balé os mesmos correm e compram um par de sapatilhas (aprendem até mesmo a dança do Cisne). Não há tanto compromisso com o empreendimento e sim com os resultados que esperam vir agregar valor e observar critérios de sustentabilidade é algo que o mesmo acredita ser oneroso.


v Os gladiadores. São aqueles que empreendem por uma questão de auto-realização e sentem esse dom correndo em suas veias. Tendo boas oportunidades para trabalharem para terceiros, mais recusando para satisfazer o desejo intenso estruturar seu próprio empreendimento, buscando sempre estarem atualizados, e tendo em vista um negócio liquido e certo (com riscos calculados), e como uma boa águia, esperando o momento certo para o ataque, muitas vezes faz questão de conhecer até mesmo (como uma águia sedenta pela presa), a composição do solo, a espécie de cada arvores e de que são formadas as rochas.

A diferença entre empreendedores de sucesso e fracasso está no modo em que os mesmos lidam com isso. Os empreendedores de sucesso estudam por que não foi possível o sucesso de seu empreendimento e se preparam estrategicamente para seus próximos passos. Os de fracasso simplesmente seguem adiante e repensam se vale à pena arriscar novamente. Nota-se assim uma comparação clara entre gladiadores e caçadores de onda.

Um exemplo que vale a pena ser citado e admirado foi o sucesso do “Gladiador”, Bill Gates proprietário hoje da Microsoft Corporation a bilionária e mais conhecida empresa de softwares do mundo. Bill mostrou ao mundo o seu sangue de empreendedor e provou que nasceu para isso. O mesmo deixou claro que no momento em que as coisas começaram a se encaixar tratou imediatamente de se cercar de grandes gerentes e diretores, ou seja de alunos nota “A” um desses nomes hercúlea é o grande Executivo Steven Anthony Ballmer que se juntou a companhia em 1980 e se tornou o braço direito de Bill.

OBS: BIBLIOGRÁFIA COMPLETA, NA PARTE 3 DESSA SÉRIE.

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